As Bruxas na História Real
Contrariando o mito popular, as bruxas históricas não eram seres sobrenaturais malignos, mas sim mulheres (e alguns homens) que praticavam medicina tradicional, herbologia e rituais pagãos. Durante a Idade Média e início da Era Moderna, essas pessoas foram perseguidas não por poderes mágicos, mas por representarem uma ameaça ao poder estabelecido.
A Inquisição e os tribunais seculares executaram entre 40.000 e 100.000 pessoas acusadas de bruxaria entre os séculos XV e XVIII. A maioria eram mulheres idosas, viúvas ou aquelas que viviam à margem da sociedade. Suas "confissões" eram frequentemente obtidas através de tortura brutal.
As chamadas bruxas curandeiras possuíam conhecimento ancestral sobre plantas medicinais, partos e tratamentos naturais. Elas eram as médicas de suas comunidades antes da medicina formal se estabelecer. Seu conhecimento sobre ervas como beladona, mandrágora e ergot foi posteriormente incorporado à farmacologia moderna.